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terça-feira, 30 de novembro de 2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Bruna Lombardi e Famosos prestigiam GP Ayrton Senna de Jornalismo

Matéria 06/2008
Irene Ravache, Bruna Lombardi, José Wilker, Viviane Senna, Astrid Fontenelle e Ernesto Paglia




Bruna Lombardi, Irene Ravache, José Wilker, Carlos Alberto Ricelli, Astrid Fontenelle e Sandra Corveloni foram algumas das personalidades Vips que foram prestigiar a 9º. Edição do "GP Ayrton Senna de Jornalismo", realizado pelo Instituto Ayrton Senna, na noite de quarta-feira (4), no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo.

O evento lançando em 1997, tem como objetivo reconhecer e estimular jornalistas e veículos de comunicação na produção de trabalhos jornalísticos que contribuam para a melhora da qualidade de educação, principal via para o desenvolvimento Humano.


Pocket show de Vanessa da Mata e Zélia DuncanA premiação recebeu cerca de 600 convidados e teve como mestre de cerimônias o jornalista e apresentador Chico Pinheiro. Os convidados, além de assistirem a premiação dos melhores na área jornalista do ano puderam apreciar aos pockets shows das cantoras Zélia Duncan e Vanessa da Mata.

Usando um vestido preto de renda de filó Dior e jóias da Ana Paula Apolinário, Viviane Senna, Presidente do Instituto Ayrton Senna, emocionada e com os olhos marejados abriu a cerimônia de entrega de prêmios. “Este evento tem a importância de fazer o Brasil tornar-se cada vez mais consciente da educação, pois sem ela não existe milagres”, comentou Viviane.

Ana Paula Padrão e José Wilker subiram ao palco para entregar o premio de melhor em 2007, na categoria foto-jornalismo. Carlos Alberto Richelli e Astrid Fontenelle fizeram a entrega do melhor em radio-jornalismo. Já Irene Ravache e o jornalista Ernesto Paglia deram o troféu na categoria de melhor revista. “Tudo que envolve o Instituo Ayrton Senna é muito sério e feito de uma forma cuidadosa”, declarou a atriz Irene Ravache.

Eram por volta da meia noite quando a entrega de prêmios terminou e os convidados puderam se deliciar com um coquetel elaborado por Neka Menna Barreto


Fonte:Quem

Bruna Lombardi "No Futuro"


...quero um Brasil superfeliz, vencendo todos os seus problemas, encontrando todas as soluções. Esse é o momento em que nosso voto vale muito. E que ninguém se esqueça, além da riqueza humana, dessa maravilhosa força de trabalho. Nosso país tem riquezas naturais que precisam de ser preservadas'.

Bruna Lombardi, Daniela Escobar e Caroline Bittencourt vão ao teatro

Matéria 03/2010

Bruna Lombardi, Daniela Escobar e Caroline Bittencourt se reuniram com famosos para prestigiar a pre-estreia para VIPs do Musical "Cats". A apresentação foi realizada no Teatro Abril, em São Paulo.
Fonte:Quem

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Riccelli e Bruna Lombardi: aventura enogastronômica




O belo casal Carlos Alberto Riccelli (64) e Bruna Lombardi (57) prestigiou o jantar das Bodegas Caro, projeto das famílias Catena e Rothschild, com Ciro Lilla (62), presidente da Mistral, importadora de vinhos, e Christophe Salin (55), presidente da Château Lafite Rothschild, no restaurante Cantaloup, em São Paulo. Na comemoração dos dez anos de parceria entre as vinícolas, além do menu especial, com ravióli de galinha d'angola, medalhão de filet mignon e outras delícias, o casal também pôde degustar vinhos de diversos rótulos. "O vinho é uma bebida que traz felicidade", comenta a atriz. Atualmente no set de filmagens da comédia Onde Está a Felicidade?, na qual assina o roteiro e vive a chef de cozinha Theodora, Bruna festeja o terceiro longa em que é dirigida pelo marido e o segundo com o herdeiro, Kim Riccelli (28), que, seguindo os passos do pai, atua como assistente de direção. Coincidências à parte com o personagem de Bruna, o casal se divertiu na aventura enogastronômica.




Fonte:Caras.com.br

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Bruna Lomabrdi dedica poema para Ana C. e Caio

PARA ANA C. E CAIO E TODOS NÓS

Era preciso fazer alguma coisa
pesquisar todas as malhas dos signos
os mapas, os índicos até achar
era preciso estudar
atentamente os orixás
a possibilidade de viajar
tentar o mar
era preciso
escutar Keith Jarret suavemente
sem se afogar
um som, um meio tom, um quadro na parede
luz de neon, e abrir um verde escandaloso na parede
paisagem que não se v~e.
Por que você?
por que não qualquer um de n´so que já tentamos tudo
que nos drogamos profundamente conscientes
perdidos no urbano da cidade
os olhos úmidos, a sensibilidade
de um nervo exposto,nos sentimos
metade depois.

Quem sabe os astros, as ondas de energia, as coincidências
os vôos interplanetários, uma idéia de resistência
uma coisa meio Blade Runner em volta
a gente de saco cheio de John Travolta
tentando achar a porta de saída
Nos vestimos de barnco, tentamos escapar
com alternativas, chás naturais, respostas no I Ching
dança, poesia, artes marciais
andróides, liberdade, ecologia
músculos, danger, punk, micros, Nova York
toda ideologia é sempre tão contraditória
talvez a salvação viesse em naves espaciais
atari, eletrochoque ou a própria loucura
talvez saber chorar ajude muito.

Era preciso rever o lugar da emoção
o sexo, essa coisa delirante
escrever um relatório hite do avesso
que falasse de telefonemas noturnos, insônia
Metal pesado

Você devia ter se segurado em alguma coisa
uma moda, um discuso, uma idéia de si mesma
- uma paixão que fosse -
qualquer coisa
um mito, um guru, uma política
uma revolução, uma mentira
sei lá, alguma coisa pra se agarrar
talvez uma amiga como ela
um patamar
alguma coisa
antes de cair devagar
pela janela.




do livro O PERIGO DO DRAGÃO, publicado em 1984

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Bruna Lombardi tem a mesma cintura...

Matéria 04/2008

da época que tinha 16 anos. Apesar das tentações, a atriz manteve a forma de sua adolescência. "Tenho uma calça jeans da época da juventude. A uso de medida para saber como está meu corpo. E ela serve! Opa!", contou. Bruna disse que não faz nada anormal para se manter enxuta. "Trabalho muito e tento malhar sempre que dá", explicou. Mas garante que não abre mão de algumas guloseimas: "Batata e mandioca frita. Sem isso também não dá, né?".


Fonte:Caras.com.br

Bruna Lombardi e Riccelli Revisitam Lisboa

Revista Caras Edição 821
JUNTOS HÁ 31 ANOS, ELES CELEBRAM O AMOR EM TOUR EUROPEU

Passeando pela região de Belém, em Lisboa, área que concentra pontos turísticos históricos como a Torre de Belém, que avança sobre o mítico rio Tejo, e o Monumento aos Descobrimentos, à frente do qual se estende, no chão, uma enorme rosa-dos-ventos, mapa usado em sistemas antigos e atuais de navegação, o casal de atores,produtores, diretores e cineastas Bruna Lombardi, que no próximo dia 1º de agosto faz 56 anos, e Carlos Alberto Riccelli (63) mostra porque conservam a beleza. É com entusiasmo e leveza que eles vivem e isso se denota na curiosidade genuína que os domina em um simples passeio. "Lisboa é o tipo de cidade que traz uma nova descoberta a cada visita", contou uma cada vez mais bela Bruna.

Juntos, os dois foram os produtores - e ainda ela roteirista e estrela; ele, diretor - do impactante O Signo da Cidade, segundo longa de sua produtora, a Pulsar, exibido com destaque em festivais de cinema como o de Roma e detentor de uma dezena de prêmios em festivais nacionais, entre eles três de Melhor Filme. O longa marcou ainda a estreia na telona do único filho do casal, o ator Kim Riccelli (28), que mora entre São Paulo e Los Angeles, onde a família possui residências.

Entusiasmados por rever Lisboa, eles não se furtaram a provar pasteis de Belém na única lanchonete do mundo a fabricar e vender os originais. "Não havia como fechar o dia sem isso", disse Bruna, que já atuou em seis longas, oito
novelas e cinco séries de TV, além de ser autora de oito livros, incluindo um infantil, poesias e um diário de filmagens. De Lisboa, eles foram a Roma e a Paris. Na bagagem? Muito alto-astral.
Fonte:caras.com.br

Bruna Lomabrdi "Beleza Radiante e talentosa "

Revista Caras.Edição 858
Na suíte presidencial Design, de 200 m², no Royal Palm Plaza Resort Campinas & SPA, Bruna relaxa após dia no set no interior de SP.




















Dona de olhar sedutor e beleza radiante, a atriz e escritora Bruna Lombardi (58) encara em família seu novo projeto. Ela assina o roteiro e interpreta a chef de cozinha Teodora no longa Onde Está a Felicidade?, comédia que tem direção de seu marido, Carlos Alberto Riccelli (61), e o herdeiro do casal, Kim Riccelli (28), como diretor assistente. "A equipe foi escolhida a dedo. Há harmonia e equilíbrio de ideias, além de liberdade para a criação", diz Bruna.

As filmagens dessa nova produção da Pulsar Cinema, do casal, em conjunto com a Coração da Selva, de Geórgia Costa Araújo (40), começaram este mês em dois estúdios do Polo Cinematográfico de Paulínia, interior de SP, e há planos de rodarem na capital paulista e Europa. "A história se passa no Brasil e na Espanha. Por isso, digo que estou onde o trabalho me leva", diz Bruna, que se divide entre suas duas casas, uma em SP e outra em Los Angeles. "Noticiam como se eu tivesse deixado o país, mas nunca saí de São Paulo. Fui para L.A. e abri uma 'filial'. Eu tenho a 'matriz' e a 'filial'. É isso." Hospedada no Royal Palm Plaza Resort & SPA, em Campinas, cidade vizinha a Paulínia, onde viu a peça A Bela e a Fera, Bruna recebeu CARAS com exclusividade.

- Como é ser dirigida pelos dois homens da sua vida?
- É o máximo, o terceiro filme com Riccelli. O primeiro foi feito nos EUA, Stress, Orgasms and Salvation (2005), o segundo é O Signo da Cidade (2007), em que Kim fez sua estreia.

- Como é o Riccelli diretor?
- Ele é atento, observador, sabe tudo de narrativa e tem uma extraordinária paciência.

- E as qualidades de marido?
- Nossa, ele tem tantas qualidades. Não dá par
a descrever tudo em uma única entrevista.

- Como é trabalhar com Kim?
- Kim é muito sábio como profissional e surpreendentemente talentoso, ficamos lisonjeados.

- Qual o segredo para você continuar linda?
- Se há segredo, é o grande luxo de gostar do que faço e fazer tudo com verdadeiro amor.

- E onde está a felicidade?
- Na busca (risos).


Fonte:caras.com.br

Bruna Lombardi e Regina Duarte "Jantar de Nizan e Doria"

Revista Caras Edição-859 n-17



Ao lado da atriz e escritora Bruna Lombardi (58), acompanhada do filho, Kim Riccelli (38), a atriz Regina Duarte (63) confirmou sua presença no 9o Fórum Empresarial de Comandatuba, na Bahia, de 21 a 24 de abril, durante o jantar de confraternização dos convidados do evento, realizado na casa do publicitário Nizan Guanaes (51), do Grupo ABC, e sua mulher, Donata Meirelles (39), no Jardim Europa, São Paulo.


Fonte:caras.com.br

Bruna Lombardi: “Como é difícil ser júri”

Matéria 02/10/2010
Bruna Lombardi é vista toda noite no cine Odeon, onde acontecem as premières do Festival do Rio. Engana-se, porém, quem pensa que a atriz está curtindo o evento, somente. Ela é uma das juradas responsáveis por decidir os vencedores de 2010.

Bruna está animada com a safra de produções nacionais atualmente. “Tem muita coisa boa. É claro que estar do outro lado, julgando, é bem complicado. Porque é outra visão que temos que ter sobre o trabalho dos colegas, mas é bom também estar a par de tudo que está sendo feito. Mas realmente, só estando no meu lugar para saber, como é difícil ser júri”, disse.

Quem decide

Fazem parte do juri, além de Bruna: o diretor e crítico de cinema Gustavo Dahl, presidente da comissão, o produtor mexicano Jorge Sanchez e o produtor de cinema e TV Leonardo Monteiro de Barros.

O quarteto terá a incumbência de escolher os vencedores do Troféu Redentor. Os premiados serão revelados numa grande festa no Cine Odeon, no próximo dia 5 de outubro. As categorias são: Longa de Ficção, Longa Documentário, Curta, Direção, Ator, Atriz, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante, Roteiro, Montagem e Fotografia, além do Prêmio Especial de Júri.

Bruna Lombardi, que tem um projeto de novo filme para janeiro do próximo ano, deu entrevista à TV iG.
Confira o Video:
http://tvig.ig.com.br/299712/bruna-lombardi-como-e-dificil-ser-juri-.htm


Fonte:ultimosegundo.ig.com.br

'Grande Sertão', série com Bruna Lombardi sai em DVD

Matéria 18/02/2010

Há 25 anos, a atriz Bruna Lombardi, então com 33 anos, vestiu-se de homem e passou três meses cavalgando sobre as terras áridas de Paredão de Minas, um vilarejo de 225 habitantes no distrito de Buritizeiro, na época sem luz nem televisão, invadido de uma hora para outra por uma voraz trupe de profissionais da televisão, que consumiam um boi a cada refeição e 13 mil copos de água por dia, além de uma tonelada de frutas por semana.


Tudo isso para gravar uma das melhores minisséries produzidas na história da TV Globo, Grande Sertão: Veredas, baseada na obra homônima de Guimarães Rosa (1908-1967). Nela, Bruna Lombardi interpretava o jagunço Diadorim, sobre o qual fala nesta entrevista ao Estado.


Companheiro de Riobaldo, o narrador protagonista na minissérie recém-lançada em DVD pela Globo Marcas (quatro discos, R$ 69,90) e dirigida por Walter Avancini (1935-2001), Diadorim é um dos personagens mais complexos da literatura brasileira que, graças aos esforços da atriz, conquistou 10 milhões de espectadores quando os 25 capítulos de Grande Sertão: Veredas foram exibidos entre novembro e dezembro de 1985. Transposição digna do livro, a minissérie, agora editada nesse compacto de 14 horas, exigiu de seus adaptadores, Walter George Durst (1922-1997), Avancini e José Antonio de Souza uma dose considerável de coragem para dar ênfase ao amor proibido entre Diadorim e Riobaldo, isso um ano depois que o Brasil saiu oficialmente de um ditadura militar para conhecer um pouco a liberdade garantida pela democracia.

Como se sabe, Riobaldo só descobre que Diadorim é mulher depois de sua morte, no epílogo filmado com delicadeza e ousadia. Nele, Bruna, até então vestida com roupas rústicas para enfrentar a aspereza do sertão, aparece nua para deleite dos telespectadores e tristeza de Riobaldo (Tony Ramos) - por ter resistido em vão ao assédio de Diadorim. Transformada em Reinaldo para enfrentar a dura realidade sertaneja, Diadorim é o personagem mais complexo desse épico que, publicado em 1956, ainda corre mundo conquistando novos leitores - a recente tradução argentina (Editorial Adriana Hidalgo), lançada em 2009, acaba de ser comparada pelos críticos ao Ulisses de James Joyce.

Causa impacto aos críticos estrangeiros a forma com que Riobaldo, o narrador e protagonista da história, interpela um interlocutor que jamais aparece no épico. Esse ex-jagunço órfão, que passa de matador de aluguel a mestre, transformando-se num homem religioso após ter feito um pacto com o Diabo, atravessa o sertão como se cumpre um rito de passagem para o (auto)conhecimento, acompanhado nessa via-crúcis por Diadorim, que encarna o enigma desse território não nomeado em que até Deus deve vir armado para enfrentar seu inimigo.

Bruna Lombardi jura que não fez nenhum pacto para encarnar Diadorim, mas conta que, misteriosamente, passou os três meses de gravação sem menstruar, de tão possuída que ficou pela figura masculina do jagunço. "Devo ter trocado de hormônios", brinca. Mas, na época, exaurida, chafurdou na lama, passou fome, pensou em cortar os pulsos, chorou e implorou para que aparecesse alguém naquele sertão sem fim que fizesse a clássica pergunta: "O que faz uma garota bonita como você num lugar como este"? Não apareceu. Ao contrário. Confundida com outros homens da equipe, ela levou um empurrão de um jagunço figurante que pensou se tratar de uma guerra de verdade, quando as tropas federais entram em conflito com as forças provinciais. Bruna saiu bem arranhada de uns tiros no meio do mato e ainda teve de se arrastar na lama. Para sentir a força de Diadorim, montou num cavalo bravo que disparou, levando a atriz a pensar na morte.

Quando seu filho Kim, então com 4 anos, foi visitá-la no set de gravação, o menino estranhou aquele jagunço loiro de olhos verdes e cabelos curtos, disparando um "mami-caubói" ao vê-la cavalgando. Bruna sentiu-se a última das moicanas sentada no meio da imundície, tendo de buscar moitas distantes para fazer um simples xixi. "Éramos apenas cinco mulheres no set de gravação num bando de 500 figurantes e alguns jagunços, que nunca tinham visto televisão, achavam que eu era homem e me chamava Reinaldo de verdade, fazendo xixi perto de mim". Foi um laboratório e tanto. Descobriu que Diadorim não precisava se parecer com nenhum deles, o que deu à figura andrógina uma aparência de tranquila neutralidade.

Bruna, apesar disso, não arrisca, como os editores franceses, a classificar Grande Sertão: Veredas de "romance gay". "O bonito numa obra de arte é a multiplicidade de leituras que ela permite, mas, como sou uma mulher, acho interessante como Diadorim se transforma para poder sobreviver num meio hostil, árido, em que uma pessoa do sexo feminino não viveria sem ser violentada". Seu personagem, analisa, é uma "metáfora linda" da metamorfose a que são submetidos todos aqueles que atravessam o sertão como se fosse o deserto bíblico, refúgio de santos atrás de respostas para questões existenciais. "Eu venci tudo o que havia de frágil em mim para encarnar Diadorim, até mesmo o medo mórbido que tinha de facas". E o diretor Avancini, tirânico, não lhe permitiu sequer usar armas cenográficas.

Por milagre, ela foi a única do elenco que não se machucou. E não havia tratamento especial pelo fato de Bruna ser mulher. Ela participava das cenas de batalha, dormia em cabanas improvisadas e ainda tinha de ajudar os feridos nos combates. "Tony (Ramos) quebrou o dedo, Luís Fernando (Carvalho, assistente de direção de Avancini) teve pedra no rim, enfim, aconteceu de tudo nas gravações". Especialmente ataques de epilepsia entre os figurantes sob um sol de 50 graus, curados com taco de fumo e folha de aroeira-brava. "A experiência de gravar a minissérie foi religiosa, uma entrega total a Diadorim, um mergulho radical nessa aventura", resume Bruna.

Marco na história da TV traz cenas ousadas

A adaptação de Grande Sertão: Veredas para a televisão foi um marco. Ela tem momentos memoráveis. Um deles é o primeiro encontro entre Riobaldo e Diadorim, ainda meninos, às margens do Rio São Francisco, cena ousada em que um pedófilo surge das águas e provoca o último com uma insinuação de caráter sexual, sendo rechaçado com a faca afiada de Diadorim. O timing é exato, como na sequência que define a relação entre Riobaldo (Tony Ramos) e Zé Bebelo (José Dumont), a de mestre e discípulo, mostrada com economia de palavras e gestos. Outra sequência econômica é a de Riobaldo tentando convencer Diadorim a tirar as calças encharcadas pela chuva numa choupana, carregada de tensão sexual. A descida do protagonista às veredas mortas de seu desejo reprimido é acompanhada por Avancini com um interesse que vai além do sociológico, metaforizando a relação Riobaldo/Diadorim como a do conflito de quem cruza o sertão dividido entre a identidade e a diferença, entre a autoafirmação e a negação do outro.

Fonte:estadao.com.br

Os truques de beleza de Bruna Lombardi

Quem olha para Bruna Lombardi não imagina que ela tem a idade que tem. Aos 56 anos, a loira mantém a beleza em dia e, apesar de se considerar uma pessoa simples, abusa dos cuidados para deixar a pele e o corpo sempre em ordem.

Beleza com saúde

Essa vida corrida obviamente rouba da atriz tempo e mimos que poderiam acrescentar ainda mais à sua aparência. “Adoraria ficar dias e dias num spa, deixando que cuidem de mim”, suspira. Até sonhos menores, como agendar uma hidratação no cabelo ou dispor de meia hora para fazer ginástica, vão sendo adiados. Qual o segredo, então? Segundo Bruna, um deles é cultivar hábitos que beneficiam o organismo como um todo. O corpo, por exemplo, é resultado de uma alimentação mais natural e da prática de ioga. Torneado, surpreende pela firmeza que resiste ao tempo. Com 1,63 metro e 51 quilos, Bruna é do tipo gostosa: tem peito, quadris, cintura fina e pernas com músculos que crescem e aparecem quando anda, senta, se movimenta.

Nécessaire tamanho P

Quem vê Bruna na mídia e imagina que está sempre produzida, engana-se. Em geral, ela anda de cara lavada, muitas vezes nem usa batom! Quando a ocasião exige, faz um make bem básico, com corretivo, lápis preto ou marrom nos olhos (aplicado e borrado displicentemente com a ponta dos dedos), máscara para cílios e batom claro, em tons que variam entre cor de boca, rosa, coral e café. “Cabe tudo nesse nécessaire”, conta, mostrando uma bolsa muito pequena. Apaixonada por batons, confessa que tem um monte e não resiste a uma novidade, mas se preocupa em adquirir de empresas que tratam bem os empregados e a natureza e não fazem testes em animais. Marcas que lembra: M.A.C. e Kryolan.

A correria cotidiana também a obriga a dispensar, muitas vezes, cuidados simples como a ida à manicure. Deliciada, aproveitou a sessão de fotos no estúdio para fazer as unhas das mãos e dos pés. “Não tem diferença entre a vida da artista e a de qualquer mulher que batalha muito. A frustração com a falta de tempo é minha, sua, de todas nós. O lance é aproveitar cada brecha e ir encaixando o que dá.”

Cuidar sempre, sem exagero

Bruna já foi, sim, apaixonada por banhos de sol, mas hoje se cuida na exposição. Usa sempre filtro solar potente, chapéu e óculos escuros. Depois, aplica muito creme hidratante. “Adoro besuntar a pele depois do banho.” No rosto, aplica cosméticos nutritivos à noite e hidratantes de dia.

Cirurgia plástica ainda não encarou, apenas fez tratamentos estéticos como aplicação de botox. Os cachos loiros têm o tom claro acentuado por luzes feitas a cada dois ou três meses. O xampu e o condicionador podem ser de qualquer marca, rígido mesmo só o hábito de cortar mensalmente as pontas para dar força.

Fonte:boaforma.abril.com.br

Bruna Lombardi: beleza aos 56 anos

Bruna Lombardi é adepta da ioga há quase 15 anos. Agora, ela está sem muito tempo para a prática, mas quando pode, faz quase todos os dias. Ela também curte caminhada e faz um pouco de musculação. “Há oito meses estou parada por absoluta falta de tempo, mas acredito na memória muscular.” A ioga vai além do cuidado com o corpo. “É uma atividade fantástica, que promove uma conexão de você consigo mesma. Tenho uma rotina urbana agitadíssima, sempre foi assim, parece que é meu destino viver desse modo, então preciso de um contraponto zen”, acredita. Se há uma palavra que une Bruna e ioga, sem dúvida é a delicadeza. “Busco a delicadeza em tudo que faço: no trabalho, nas coisas que escrevo, na relação com as pessoas e com a natureza.”




Sim, ela foi abençoada com olhos verde-azulados, mantém a pele sempre dourada e o cabelo superloiro e sedoso, mas a beleza dela vai além do que podemos ver. Bruna mistura sensualidade, segurança e serenidade. Tudo isso aos 56 anos, 41 anos depois de pisar na passarela, como modelo, pela primeira vez.

Entrevistá-la para falar sobre os cuidados com a aparência foi tarefa árdua. Diferentemente do que se pode pensar, a atriz, escritora, poetisa, roteirista e produtora não tem grandes rituais em relação ao visual e ocupa sua cabeça com questões existenciais como a complexidade do ser humano, a necessária comunhão com a natureza e a generosidade. Se tivéssemos que resumi- la em uma equação, poderíamos arriscar que ela é 30% corpo e 70% alma. Ou seria 20% e 80%?

Num momento especial de sua trajetória, Bruna está sob a luz dos refletores porque assina um filme como roteirista, O Signo da Cidade, em que também atua como atriz. Do tipo trabalhadora incansável, tomou 26 aviões nos últimos 30 dias, por conta da divulgação do longa-metragem, de alguns projetos paralelos e, principalmente, desse vaivém inevitável típico de quem tem histórias e casas em dois países, Estados Unidos (Los Angeles) e Brasil (São Paulo). Mesmo nesse corre- corre, ela entrega para gente o que faz para estar sempre linda.

Música e flores

Feminina e minuciosa, ela é adepta de rituais que beneficiam não apenas a estética mas também o bem-estar. Ama ouvir música, variando o estilo conforme o estado de espírito, e acender incensos pela casa. “Sou ligada em aromaterapia”, diz. As flores também têm um lugar especial na sua vida. Tão especial que ela as cultiva nos seus jardins, tanto de Los Angeles quanto de São Paulo. Além de jardim, as casas têm pomar. Faz arranjos com as flores que colhe diariamente e as frutas são degustadas no pé ou viram geléia.

Beleza interior

“A maneira como o seu homem te olha é fundamental. Se há amor, provavelmente haverá generosidade e aí ele vai achar você bonita, gostosa. Temos que ficar com quem nos enxerga, nos valoriza, nos põe para cima”

Com o marido, Carlos Alberto Riccelli, tem uma relação de cumplicidade, transparência, humor e a maravilhosa combinação de amor e sexo. “Sexo é fundamental, uma das coisas básicas da vida. Envolve comunicação, entrega. Se faz bem para a beleza? Sem dúvida!” Para finalizar a entrevista, uma última pergunta: como é ser bonita a vida toda? “Esse conceito de belo, esteticamente definido e identificado pelo mundo, é um presente que você tem que agradecer, como de qualquer outro atributo que recebe de Deus, da natureza. Mas é preciso batalhar para tornar isso uma coisa melhor... Quer dizer, trabalhar a beleza de dentro para fora. Emanar uma boa energia, querer bem às pessoas, defender a sua qualidade de vida e dos outros, fazer o que você pode para que todos sejam felizes... Enfim, manter a beleza com equilíbrio e espiritualidade.” Uma resposta que é a cara de Bruna!

Na tela do cinema

O Signo da Cidade conta a história de vários indivíduos solitários, ouvintes de um programa de rádio de uma astróloga – vivida por Bruna. “Falamos desses heróis invisíveis que se escondem atrás das janelas de São Paulo, sustentando e criando a força dessa cidade. Gente que oscila entre a solidão e a solidariedade. Escrevo para pessoas e por causa delas. Sou apaixonada pelos seres humanos”, diz. O filme é dirigido por Carlos Alberto Riccelli, marido e sócio da Pulsar Cinema, produtora fundada pelos dois nos anos 90.

Fonte:boaforma.abril.com.br